Harmonização de Cervejas com Churrasco

Pensa rápido: qual é a bebida ideal para acompanhar um belo churrasco?

Se você é maior de idade e não pratica a abstemia, eu aposto que pensou em cerveja. E faz muito sentido, pois tanto o churrasco como a cerveja compõem momentos de confraternização e diversão entre amigos e familiares.

Mas não é só por isso que fazem uma excelente combinação. A prática do churrasco é antiquíssima e traz possibilidades gastronômicas diversas, indo da entrada à sobremesa dependendo dos ingredientes e técnicas empregadas. Da mesma forma, as cervejas também trazem uma vasta gama de cores, aromas e sabores que abrem diversas possibilidades de harmonização.

Neste artigo separei cinco exemplos de harmonizações de cervejas com churrasco que vão te ajudar a sair do mesmo de sempre. Acende o fogo e puxa um copo!

 

  • Pão de alho x Imigração Pilsen

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Um pão de alho quentinho e crocante é a entrada perfeita para qualquer churrasco. Se for recheado com queijo então… aí tem que se segurar para não encher a pança antes da festa começar. É um prato leve porém untuoso, e o alho tem marcante picância. Uma boa opção para começar os trabalhos é a Imigração Pilsen, cerveja de cor dourada, aroma de panificação e sutil herbal do lúpulo, com baixo dulçor, baixo corpo e final levemente adocicado. Esta cerveja se equilibra em intensidade com o pão de alho, seu dulçor absorve a picância e a carbonatação limpa o palato, pedindo mais um pedaço.

 

  • Coxinha da asa x Backer Capitão Senra

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Há quem despreze a carne de frango nos churrascos, mas na minha opinião quando é bem feita não fica pra trás dos outros cortes. A coxinha da asa é outro clássico aperitivo de churrasco e geralmente é assada bem temperada e até ficar bem dourada. Esta pele caramelizada pede uma cerveja mais maltada, possivelmente também com notas de caramelo, e assim é a Backer Capitão Senra. Junto com o perfil maltado, esta Amber Lager traz ainda um médio amargor de lúpulo que ajuda a cortar a untuosidade do frango e sobra na boca com notas herbais após o gole.

 

  • Linguiça x Roleta Russa IPA

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A linguiça é um componente que não pode faltar em um churrasco completo. Talvez seja inclusive o mais versátil, podendo ser desde aperitivo, servido com farofa, até prato principal na forma de sanduíches ou acompanhando aquela salada de batatas que é receita de família. De qualquer forma, a linguiça de porco tem um sabor condimentado inigualável, e para combinar nada melhor do que uma boa American IPA como a Roleta Russa IPA. Os aromas cítricos e resinosos dos lúpulos americanos se mesclam com os aromas dos temperos, o leve dulçor da cerveja equilibra os condimentos e o amargor presente aguenta o tranco da intensidade do prato.

 

  • Costela x Júpiter 10 lúpulos

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A costela costuma roubar a cena em qualquer churrasco. Todo o planejamento de começar a assar bem cedo e por um longo tempo sempre vale a pena, pois o resultado é uma carne extremamente macia e saborosa. Como a costela é um corte com bastante gordura, uma cerveja mais amarga é uma boa pedida para acompanhar. A Júpiter 10 lúpulos é uma excelente Imperial IPA, com aromas intensos de lúpulos cítricos e alto amargor que, junto com o teor alcoólico elevado, corta a untuosidade da carne. Os maltes com notas de caramelo combinam com as bordas tostadas da costela, e o que sobra no final é o amargor da cerveja no fundo da boca.

 

  • Abacaxi com canela x Backer Brown Ale

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Quem disse que churrasco é só carne? Há quem o ame, há quem o odeie, mas o abacaxi grelhado com canela tem lugar garantido nas churrascarias e é uma ótima opção para a sobremesa. Se estiver acompanhado de uma bola de sorvete de creme então, melhor ainda! Uma boa escolha para acompanhar este prato é a Backer Brown Ale, uma cerveja de perfil maltado com notas de chocolate que contrastam com o cítrico do abacaxi e o condimentado da canela, ao mesmo tempo em que se combinam com o sabor caramelizado da sobremesa. Perfeita para fechar a comilança e continuar a prosa!

E aí, já sabe qual combinação vai fazer no fim de semana? Estas são apenas algumas entre muitas outras possibilidades de harmonização de cervejas com churrasco. Faça suas experiências e depois comente como foi. Um brinde!

Por Pedro Paranhos: Designer, Sommelier de cervejas e co-criador do blog Sommelier Humildão.

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Harmonização de cervejas com queijos

Cerveja e queijo andam lado a lado. Ambos são produtos tradicionalmente rurais, acompanhando a humanidade desde as primeiras civilizações, passam pelo processo de fermentação e envelhecimento, e sua fabricação envolve uma imensa variedade de técnicas, insumos, tradições e preferências culturais. Como resultado, ambos os produtos apresentam uma vasta paleta sensorial representada por centenas de variedades ao redor do mundo. Como se pode imaginar, as combinações de cerveja e queijo podem gerar experiências gastronômicas incríveis. E o melhor, são muito fáceis de fazer!

Neste artigo separei cinco exemplos de harmonizações de cervejas com queijos. Bom apetite!

 

  • Muçarela de búfala x Union Witbier

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A muçarela de búfala é um queijo fresco, geralmente conservado em soro na forma de bolotas bastante macias, com sabor delicado. Para este queijo a Union Witbier é o acompanhamento perfeito. A cerveja é igualmente delicada, porém com personalidade. De coloração amarelo-palha e profusa formação de espuma, esta cerveja apresenta aromas cítricos e condimentados que complementam os sabores suaves do queijo. Ao invés de servir o queijo com azeite e orégano, como é comumente feito, sirva-o apenas com azeite e deixe que as sementes de coentro presentes na receita da Union Witbier completem o tempero. Bellissimo!

 

  • Brie x Barbarella Framboesa

 

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O Brie é o mais antigo queijo da França e desde sua criação há mais de 900 anos atrás mantém-se um elemento clássico da culinária francesa. Sua textura macia e casca branca são inconfundíveis, com um aroma pronunciado e sabor leve. Minha indicação de cerveja para acompanhá-lo é uma Fruit Beer com adição de frutas vermelhas, como a Barbarella Framboesa. O perfil frutado e adocicado desta cerveja atua como uma calda de frutas, enquanto a leve acidez da framboesa ajuda a limpar o palato preparando para o próximo pedaço. Sirva o queijo com uma geleia de pimenta para incrementar ainda mais a experiência!

 

  • Gouda x Backer Brown Ale

 

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O queijo holandês Gouda (fala-se “ráuda” em holandês) é feito com leite de vaca, tem textura semi-dura, sabor que remete a nozes, levemente salgado com final adocicado. Na minha opinião poucas cervejas combinam tanto com este queijo como uma boa Brown Ale. A Backer Brown Ale apresenta notas de toffee e castanhas, tanto no aroma como no sabor, que se fundem perfeitamente com o queijo. O dulçor médio da cerveja equilibra o leve salgado do queijo, sobrando na boca um leve e agradável dulçor.

 

  • Parmesão x Backer Capitão Senra

 

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O Parmesão é um dos queijos mais populares mundo afora com sua consistência quebradiça, textura compacta que dissolve na boca, sabor adocicado e um tanto salgado. Mas se sozinho ele já é uma delícia, com uma Vienna Lager como a Backer Capitão Senra fica ainda melhor. Esta cerveja tem um perfil nítido de caramelo tanto no aroma quanto no sabor e na boca seu dulçor equilibra o salgado, enquanto o médio amargor ressalta a sutil picância do queijo e corta a sua untuosidade.

 

  • Gorgonzola x Jambreiro Belgian Dark Strong Ale

 

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Para finalizar a sequência, um embate de gigantes. O Gorgonzola tem textura macia, sabor intenso e é bastante salgado. Este queijo poderia facilmente dominar o paladar frente à maioria das cervejas, mas a Jambreiro Belgian Dark Strong Ale também vem com tudo. Seus aromas remetendo a chocolate e frutas secas complementam o característico aroma de fungo azul do Gorgonzola, enquanto o dulçor presente absorve o sal, equilibrando o gosto na boca. O amargor médio e alta carbonatação passam a régua na língua, sobrando apenas o agradável calor alcoólico para finalizar a refeição como se fosse um bom licor.

Ficou com água na boca? Se você ainda não experimentou harmonizar cervejas com queijos, passe já na loja mais próxima e garanta o próximo banquete. Se já experimentou, qual foi a sua combinação favorita?

Deixe sua opinião nos comentários, um brinde!

Por Pedro Paranhos: Designer, Sommelier de cervejas e co-criador do blog Sommelier Humildão. Seus artigos serão publicados periodicamente, às quartas-feiras no nosso blog.

Harmonização com cervejas: o que é e como fazer

Quando se fala em harmonização a maioria das pessoas imagina casais jantando em um restaurante caríssimo, enquanto um sommelier de vinho trajando terno e com um tastevin (ferramenta histórica e hoje símbolo da profissão) no pescoço discorre sobre as peculiaridades da safra de um vinho igualmente caríssimo e como ele será o acompanhamento perfeito para determinado prato.

Eu acho uma pena que algo tão pomposo e complexo seja associado a um dos prazeres gastronômicos mais ricos e simples: a combinação de boa comida com boa bebida.

Embora o vinho domine o imaginário popular ao se falar em harmonização — e mesmo ao se mencionar a profissão do sommelier ou da sommelière, que pode ser aplicada à cerveja, ao chá, à cachaça e outras bebidas –, a cerveja é uma bebida tão (ou mais!) versátil à mesa quanto o vinho.

Mas a minha intenção com este texto não é discorrer comparativos entre uma bebida e outra. Meu objetivo, como sommelier de cervejas e amante da gastronomia, é apresentar o potencial desta maravilhosa experiência que é a harmonização com cervejas. E acima de tudo, mostrar que harmonização não precisa ser uma prática elitista e esnobe, mas sim uma forma de tornar as refeições do dia-a-dia ainda mais gostosas.

Confira abaixo os princípios básicos da harmonização com cerveja que você já pode aplicar na sua próxima refeição.

 

  • Equilíbrio de intensidades

 

Este princípio é fundamental para qualquer tipo de harmonização. A ideia é muito simples: a intensidade da bebida deve ser similar à do prato. É por isso que água não harmoniza com muita coisa e o mesmo vale para destilados em geral — rollmops e cachaça sendo uma louvável exceção. Agora imagine um delicado ceviche com uma cerveja leve, refrescante, condimentada e cítrica. Ou um queijo gorgonzola que tem aquele delicioso aroma de fungo azul, textura cremosa e é um bocado salgado, junto com uma cerveja licorosa, adocicada e alcoólica. Estas combinações funcionam porque nenhum dos elementos se sobrepõe e ambos elevam mutuamente suas melhores características, ou seja, estão em harmonia.

Sempre que for pensar em uma harmonização, avalie antes de tudo se a intensidade do prato está no mesmo nível da intensidade da bebida. Aí você pode brincar com os outros princípios abaixo — um de cada vez, tudo junto e misturado, o que sua criatividade permitir.

As combinações abaixo são princípio aplicáveis em qualquer combinação de sabores, seja dentro do próprio prato entre os ingredientes, ou ao se combinar os pratos com qualquer bebida.

 

  • Combinação por Semelhança

 

Talvez a combinação mais intuitiva ao se imaginar harmonizações, porém mesmo assim muito eficiente. Este princípio diz respeito à combinação de sabores que se assemelham. Imagine por exemplo uma cerveja com aromas e sabores que lembram café e chocolate. Que prato lhe vem à mente? Um brownie, talvez? Ora, esta é uma excelente opção para harmonizar, pois a cerveja torna-se quase uma extensão do prato e vice-versa. Este princípio se aplica também ao exemplo do ceviche que mencionei ali em cima. Outro exemplo que gosto muito deste princípio é uma Strong Scotch Ale, também chamada de Wee Heavy, com pudim de leite. Se você nunca fez uma harmonização com cerveja, comece por aqui!

 

  • Combinação por Corte

 

O princípio de corte já exige um certo conhecimento sobre interações entre os sabores, mas não é nenhum bicho de sete cabeças. É provável que você até já aplique no seu dia-a-dia sem nem perceber. Por exemplo, você já adicionou açúcar ao molho de tomate por ele estar muito ácido? Prefere folhas amargas como agrião ou rúcula quando come carnes gordurosas? Agora beber café preto junto com sobremesas cremosas? Nestes casos você está aplicando o princípio de corte, através do qual um elemento neutraliza alguma característica saliente do outro. Confira abaixo algumas interações por corte utilizadas por chefs de cozinha e sommeliers no mundo todo:

Dulçor < neutraliza > salgado

Dulçor < neutraliza > picância

Acidez < neutraliza > acidez

Acidez < neutraliza > untuosidade

Amargor < neutraliza > untuosidade

Carbonatação < neutraliza > untuosidade

Paladar seco < neutraliza > dulçor

Deu pra perceber como estes princípios se aplicam nos exemplos que dei acima? Imagine agora uma bela peça de costela assada, junto com uma American IPA com amargor intenso. Ambos se equilibram em intensidade, e a cerveja limpa o palato após cada garfada. Partindo para os doces podemos considerar um sorvete de creme com uma cerveja de perfil torrado e seco. O paladar seco da cerveja neutraliza a rica cremosidade e dulçor do doce, que eventualmente ficaria um tanto enjoativo se não estivesse acompanhado.

 

  • Combinação por Contraste

 

O último dos princípios, e talvez o mais difícil de dominar. Aqui já é preciso um pouco mais de repertório de sabores, mas na minha opinião é o que gera harmonizações mais interessantes. E de quebra é o mais divertido de explorar. Aqui estamos falando de sabores que se complementam sem se anular, ou seja, sabores que juntos geram um terceiro sabor ainda melhor que os originais isoladamente. Um exemplo que gosto muito é de chocolate branco com cervejas de perfil torrado, o que gera um terceiro sabor que lembra doce de leite. O mesmo acontece, surpreendentemente, ao combinar-se queijo parmesão com cervejas de perfil torrado. Outro exemplo interessante é queijo de fungo azul, como o gorgonzola, com uma cerveja de perfil caramelado. Por algum motivo que nem sei explicar o “estragadinho” do queijo combina com o caramelo. É tipo amor à primeira vista, só sentindo pra saber mesmo.

E aí, simples né? Já tem alguma ideia pra fazer em casa? Pintou alguma dúvida sobre harmonização com cerveja? Coloca aí nos comentários e vamos continuar a conversa.

Um brinde!

Por Pedro Paranhos: Designer, Sommelier de cervejas e co-criador do blog Sommelier Humildão. Seus artigos serão publicados periodicamente, às quartas-feiras no nosso blog.

Pizza de beber ou cerveja-pizza?!

Há 10 anos, um casal norte-americano entusiasta da produção de cerveja caseira produziu, quase que sem querer, a primeira “pizza de beber” que se tem notícia.

Com uma paixão exagerada por pizza, o casal Tom e Athena Seefurth criou sua “pizza beer” fazendo uma cerveja que juntava todos os temperos e ervas que tinham no jardim: sálvia, alecrim, manjericão, orégano e hortelã fresca.

mamma mia pizza beer

Depois do teste inicial, eles aprimoraram a receita e hoje produzem uma cerveja para ser harmonizada especificamente com pizza que contém manjericão, orégano, tomate e alho.

Mas se pizza não é sua preferência, você pode usar a cerveja condimentada para temperar frangos e fazer canapés, ou ainda experimentá-la harmonizando-a com cachorros-quentes, peixe frito, cozinha italiana e camarão.

Para saber mais e comprar online, clique aqui.

Amantes de IPA são psicopatas?!

Cientistas da Universidade de Innsbruckm na Áustria afirmam: se a sua preferência for cervejas amargas como IPAs e Bitter, você provavelmente apresenta traços malévolos de personalidade. Mais claramente, você pode ser um psicopata!

psicopata ted bundy

Baseado em entrevistas com mil participantes que avaliaram alimentos em sua escala de preferência e questionários de personalidade, os pesquisadores descobriram que quanto mais uma pessoa gosta de sabores amargos, mais obscura ela é.

Mas calma! Não é exatamente sintoma de psicopatia. Os cientistas afirmam que em nossa evolução natural, correlacionamos sabores amargos como sinal de alerta, já que eles são encontrados em venenos e tóxicos. Então, aqueles que preferem esses sabores são verdadeiramente ousados, o que pode soar psicótico para alguns.

Se você é ou conhece alguém fascinado pelo amargor das IPAs, cuidado com a psicopatia ousadia! Deguste e aproveite uma bela Roleta Russa Imperial IPA com essa criatura tão amável.

roleta russa black ipa

Cerveja trapista: qualidade sem igual

Cerveja trapista é um tipo de cerveja produzida por monges da Ordem Trapista ou sob a supervisão deles. No total, existem 171 mosteiros trapistas no mundo, mas apenas 11 têm autorização para marcar suas bebidas com seu selo de autenticidade que garante a origem monástica da produção.

A International Trappist Association (ITA) é uma associação privada formada por oito mosteiros trapistas da Alemanha, Holanda e Bélgica que está em atividade desde 1997 para evitar que empresas não trapistas usem o nome. Para tal, foi criado um logotipo que é colocado nos produtos que respeitam os processos de produção. Dentre os produtos trapistas estão, além da cerveja, vinhos e queijos.

monge trapista rochefort

Para ser trapista, a cervejaria tem de ser importância secundária dentro do mosteiro e seguir práticas adequadas da vida monástica, não podendo ser um empreendimento lucrativo. A renda das vendas deve cobrir o custo de vida dos monges e a manutenção de suas construções e espaços, sendo o restante doado às instituições de caridade e trabalho social.

brasseria rochefort

A mais antiga cervejaria trapista está na Bélgica, no mosteiro de Notre Dame, Saint Remy, em Rochefort. Suas cervejas são o ápice de aroma e sabor, sendo suas receitas secretas e a entrada de visitantes na fábrica não é permitida. Porém, a viagem continua valendo a pena, pois é possível conhecer o mosteiro, experimentar e comprar cervejas locais e souvenirs.

Rochefort_6

Se tiver a oportunidade de provar uma Rochefort, não deixe de degustar a Trappistes Rochefort 6, a mais tradicional cuja produção teve o início em 1060 e é reconhecida pela coloração avermelhada e formação de espuma. Saborosa, essa dubbel tem notas de frutas secas, caramelo, toffee e chocolate, com toques picantes e final longo e levemente seco.

Weihenstephan: de 1040 a 2016 (e além)!

Weihenstephan, a mais antiga cervejaria em atividade do mundo, está na Alemanha. Sua fabricação foi iniciada nos anos 800 e ela é vendida desde 1040.

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Situada na colina de Weihenstephan, em Frisinga, na reconhecida região da Baviera, atualmente ela é fabricada pela Cervejaria Bávara Estatal Weihenstephan.

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Nos seus primeiros séculos de vida, a cerveja era produzida no mesmo local que é produzida atualmente, sendo conhecida como Real Cervejaria Estatal da Baviera. Mas esse mesmo espaço já foi um mosteiro beneditino.

Em 1921, a cervejaria tornou-se empresa do estado bávaro e participa de programas de ensino da Universidade Técnica de Munich, além de continuar a produzir cervejas de qualidade e premiadas.

O mais legal de tudo isso, é que a cervejaria está aberta para visitação. No passeio, é possível conhecer a fábrica e o museu de cerveja e se aprofundar ainda mais nessa cultura e história cervejeira viva!

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